Uma histerectomia, uma cirurgia de prolapso, uma intervenção ginecológica de outro tipo. Depois da alta, costuma dizer-se apenas para "ter calma" e "não fazer esforços", mas raramente se explica o que realmente acontece ao corpo nesta fase, nem o papel que a fisioterapia pélvica pode ter na recuperação.

O que o corpo atravessa

Para além da cicatrização da ferida cirúrgica, há tecidos internos a recuperar, musculatura que pode ter sido temporariamente enfraquecida, e um sistema nervoso que continua sensível à zona operada. Tudo isto pede uma recuperação ativa e acompanhada, não apenas tempo parado.

Porque a fisioterapia pélvica entra neste processo

O acompanhamento ajuda a restaurar progressivamente a função do pavimento pélvico, prevenir aderências cicatriciais e devolver confiança no movimento, num ritmo seguro e adaptado a cada cirurgia. Também ajuda a identificar e corrigir compensações posturais que o corpo tende a desenvolver depois de uma intervenção.

Sinais de que vale a pena procurar ajuda

Dor persistente para lá do esperado, sensação de fraqueza ou instabilidade pélvica, dificuldade em retomar atividades do dia a dia, ou simplesmente insegurança sobre o que o teu corpo já consegue fazer. Nenhuma destas situações deve ser ignorada como "normal depois da cirurgia".

Uma recuperação acompanhada

Cada cirurgia e cada corpo têm o seu próprio tempo. O acompanhamento em fisioterapia pélvica trabalha sempre em coordenação com a equipa médica responsável, respeitando os limites e prazos definidos por ela, mas dando-te ferramentas ativas para recuperares com mais confiança.

A tua recuperação merece mais do que só repouso.

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