Uma sensação de peso ou de "algo a cair" lá em baixo, sobretudo ao final do dia ou depois de estar muito tempo em pé. Se isto te é familiar, não estás sozinha, e não é algo que tenhas de simplesmente aceitar. Chama-se prolapso genital, e é uma das condições mais comuns na saúde pélvica feminina, ainda que pouco se fale sobre ela.

O que é, afinal, um prolapso

O prolapso acontece quando um ou mais órgãos pélvicos, como a bexiga, o útero ou o reto, perdem parte do suporte que os mantém no lugar e descem ligeiramente em direção à vagina. Pode variar muito em grau, desde algo que só se nota numa avaliação até uma sensação clara de protusão. Em nenhum dos casos é motivo de pânico, mas é sempre motivo para procurar avaliação.

Porque acontece

O parto vaginal é uma das causas mais frequentes, pelo esforço que coloca sobre o pavimento pélvico, mas não é a única. Tosse crónica, obstipação com esforço repetido, levantamento de peso frequente e a quebra natural de colagénio com a idade também contribuem. Muitas vezes é a soma de vários fatores ao longo da vida, não um único momento.

Sinais a que vale a pena prestar atenção

Sensação de peso ou pressão na vagina, a perceção de um abaulamento, desconforto que piora ao longo do dia e melhora deitada, ou dificuldade em esvaziar completamente a bexiga ou o intestino. Nenhum destes sinais deve ser ignorado nem motivo de vergonha em partilhar com um profissional.

O que a fisioterapia pélvica pode fazer

Em graus leves a moderados, o treino específico do pavimento pélvico consegue melhorar significativamente o suporte dos órgãos e reduzir os sintomas, sem necessidade de cirurgia. O trabalho inclui fortalecimento direcionado, mas também orientação sobre postura, respiração e gestão da pressão abdominal no dia a dia, como a forma correta de levantar peso.

Quando avaliar

Se sentes qualquer um destes sinais, sobretudo depois de um parto, uma cirurgia pélvica ou na transição para a menopausa, vale a pena fazer uma avaliação. Quanto mais cedo o suporte pélvico for trabalhado, maior a probabilidade de melhorares sem precisares de intervenções mais invasivas.

Não precisas de aprender a viver com este peso.

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