Existe uma ideia silenciosa, quase nunca dita em voz alta, de que a sexualidade feminina termina com a menopausa. Não é verdade, e mantê-la viva merece tanto cuidado e atenção como qualquer outra fase da vida.
O que muda, e o que não muda
É verdade que a queda hormonal traz mudanças reais: secura vaginal, alterações na resposta sexual, por vezes menor desejo. Mas isso não significa o fim da intimidade, significa que ela precisa de ser revisitada e adaptada, tal como se adapta em qualquer outra transição da vida.
Os tabus que ainda pesam
Há um silêncio cultural à volta da sexualidade depois dos 50, como se deixasse de ser um tema legítimo de conversa, inclusivamente entre amigas ou em consulta médica. Esse silêncio é, ele próprio, parte do problema, porque impede que as mulheres procurem ajuda para algo perfeitamente tratável.
O que pode ajudar
A fisioterapia pélvica trabalha a mobilidade e a saúde dos tecidos vaginais, alivia a dor associada à relação sexual e ajuda a restaurar a confiança no próprio corpo. Em conjunto com acompanhamento de saúde feminina e, quando relevante, sexologia, é possível reconstruir uma vida íntima satisfatória nesta fase.
Uma fase de redescoberta
Muitas mulheres descrevem esta fase, depois de tratadas as questões físicas, como uma oportunidade de redescobrir a intimidade longe da pressão da fertilidade ou da rotina dos filhos pequenos. Não é o fim de nada, é só um capítulo diferente.
A tua sexualidade não tem prazo de validade.
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