Se vives com endometriose, já ouviste provavelmente demasiadas vezes que a dor menstrual intensa é "normal". Não é. A endometriose é uma condição médica real, que exige acompanhamento médico especializado, mas há uma peça do puzzle que muitas vezes fica esquecida: o impacto que a dor crónica tem nos músculos do pavimento pélvico.
O que é a endometriose, resumidamente
É uma condição em que tecido semelhante ao do endométrio cresce fora do útero, provocando inflamação, dor e, nalguns casos, infertilidade. O diagnóstico e tratamento médico são essenciais, geralmente envolvendo ginecologia especializada, e por vezes cirurgia. Nada disto é substituído pela fisioterapia, mas pode ser muito reforçado por ela.
Porque a dor crónica afeta o pavimento pélvico
Quando o corpo vive com dor persistente, é natural que os músculos da região pélvica desenvolvam tensão protetora, como uma forma de "blindagem". Com o tempo, essa tensão crónica passa a ser, ela própria, fonte de dor adicional, criando um ciclo difícil de quebrar sozinha.
O papel da fisioterapia pélvica
O trabalho foca-se em libertar essa tensão muscular protetora, através de técnicas manuais, respiração e relaxamento, ajudando a reduzir a dor associada à relação sexual, às idas à casa de banho e ao dia a dia. Não substitui o tratamento médico da endometriose, mas trabalha lado a lado com ele, focando-se no que a medicina sozinha muitas vezes não alcança.
Um acompanhamento que olha para o todo
Por isso, na QiUman, o acompanhamento de mulheres com endometriose costuma envolver mais do que uma especialidade: a fisioterapia pélvica trabalha em conjunto com a medicina de saúde feminina, porque a dor crónica nunca tem uma única causa nem uma única solução.
A dor crónica não tem de ser o teu normal.
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