Dor e função sexual

A dor na intimidade tem nome. E tem tratamento.

Vaginismo, dispareunia, dor pélvica crónica. Muitas mulheres vivem com isto durante anos sem saberem que existe ajuda especializada. A fisioterapia pélvica tem ferramentas concretas para trabalhar estas situações — com delicadeza e ao ritmo de cada mulher.

Mulher junto à janela em momento introspetivo — dor pélvica e intimidade

"A dor não é culpa sua, não é psicológica e não é permanente. Tem causa — e a causa tem tratamento."

O que tratamos

Dor na intimidade, dor pélvica e disfunção sexual feminina.

Muito comum

Vaginismo

Contração involuntária dos músculos vaginais que torna a penetração dolorosa ou impossível. É uma resposta protetora do corpo, não uma escolha. Tem tratamento com progressão gradual e segura.

Dor superficial ou profunda

Dispareunia

Dor durante ou após a relação sexual. Pode ser superficial (à entrada) ou profunda (no interior). As causas são variadas — cicatrizes, endometriose, tensão muscular — e cada uma tem abordagem específica.

Tensão crónica

Dor pélvica crónica

Dor na zona baixa do abdómen ou da pélvis que persiste há mais de 6 meses. Frequentemente multifatorial — envolve músculos, fáscias, sistema nervoso e, por vezes, condições ginecológicas de base.

Reconexão

Disfunção sexual e falta de prazer

Dificuldade em sentir prazer, anestesia genital ou desconexão do próprio corpo. Trabalhamos em conjunto com sexologia para acompanhar estas situações com a complexidade que merecem.

Como trabalhamos na QiUman

A primeira coisa que fazemos é ouvir. Com tempo, sem pressa e sem que se sinta julgada. A dor crónica ou a dor na intimidade chegam muitas vezes acompanhadas de vergonha, medo e frustração — e esse contexto faz parte do tratamento.

A partir da avaliação, construímos um plano que pode incluir várias abordagens, sempre ao ritmo da mulher e com o seu consentimento em cada passo.

  • Avaliação funcional do pavimento pélvico
  • Técnicas manuais de libertação miofascial
  • Dessensibilização progressiva (no vaginismo)
  • Mobilização de cicatrizes (quando relevante)
  • Trabalho de respiração e sistema nervoso
  • Educação sobre o próprio corpo
  • Articulação com sexologia quando necessário
  • Plano de trabalho para casa, adaptado
Perguntas frequentes

O que as mulheres nos perguntam sobre dor.

Começamos sempre por conversar — sem exame físico na primeira sessão, se não se sentir pronta. O processo é guiado por si, não por um protocolo rígido. A nossa equipa está habituada a acompanhar estas situações com delicadeza.

Sim. A componente emocional e física estão sempre interligadas, mas isso não significa que não haja uma causa musculoesquelética real a trabalhar. Muitas mulheres que chegam com esse rótulo têm tensão muscular significativa que responde muito bem à fisioterapia pélvica.

Sim. A fisioterapia pélvica não trata a endometriose em si — isso é da área médica. Mas trabalha a tensão muscular e a dor associada, que são frequentemente muito significativas. Os resultados em termos de qualidade de vida são relevantes.

Sim, em absoluto. O vaginismo, mesmo em casos em que nunca houve penetração possível, responde bem ao tratamento com fisioterapia pélvica. O processo é gradual, mas os resultados estão bem documentados na literatura científica.

Não tem de continuar a viver com esta dor.

O primeiro passo é dar-nos a conhecer a sua situação. Sem julgamento, sem pressa.