Vaginismo, dispareunia, dor pélvica crónica. Muitas mulheres vivem com isto durante anos sem saberem que existe ajuda especializada. A fisioterapia pélvica tem ferramentas concretas para trabalhar estas situações — com delicadeza e ao ritmo de cada mulher.
"A dor não é culpa sua, não é psicológica e não é permanente. Tem causa — e a causa tem tratamento."
Contração involuntária dos músculos vaginais que torna a penetração dolorosa ou impossível. É uma resposta protetora do corpo, não uma escolha. Tem tratamento com progressão gradual e segura.
Dor durante ou após a relação sexual. Pode ser superficial (à entrada) ou profunda (no interior). As causas são variadas — cicatrizes, endometriose, tensão muscular — e cada uma tem abordagem específica.
Dor na zona baixa do abdómen ou da pélvis que persiste há mais de 6 meses. Frequentemente multifatorial — envolve músculos, fáscias, sistema nervoso e, por vezes, condições ginecológicas de base.
Dificuldade em sentir prazer, anestesia genital ou desconexão do próprio corpo. Trabalhamos em conjunto com sexologia para acompanhar estas situações com a complexidade que merecem.
A primeira coisa que fazemos é ouvir. Com tempo, sem pressa e sem que se sinta julgada. A dor crónica ou a dor na intimidade chegam muitas vezes acompanhadas de vergonha, medo e frustração — e esse contexto faz parte do tratamento.
A partir da avaliação, construímos um plano que pode incluir várias abordagens, sempre ao ritmo da mulher e com o seu consentimento em cada passo.
Começamos sempre por conversar — sem exame físico na primeira sessão, se não se sentir pronta. O processo é guiado por si, não por um protocolo rígido. A nossa equipa está habituada a acompanhar estas situações com delicadeza.
Sim. A componente emocional e física estão sempre interligadas, mas isso não significa que não haja uma causa musculoesquelética real a trabalhar. Muitas mulheres que chegam com esse rótulo têm tensão muscular significativa que responde muito bem à fisioterapia pélvica.
Sim. A fisioterapia pélvica não trata a endometriose em si — isso é da área médica. Mas trabalha a tensão muscular e a dor associada, que são frequentemente muito significativas. Os resultados em termos de qualidade de vida são relevantes.
Sim, em absoluto. O vaginismo, mesmo em casos em que nunca houve penetração possível, responde bem ao tratamento com fisioterapia pélvica. O processo é gradual, mas os resultados estão bem documentados na literatura científica.
O primeiro passo é dar-nos a conhecer a sua situação. Sem julgamento, sem pressa.